11 de jul de 2002

We are the New Geeks

Gosto de padrões, etiquetas e coisinhas bonitas organizadas igual Power Rangers. Penso tudo em termos de blisters, fruto de uma infância em prateleiras de brinquedos.

Socialmente, isso se reflete nas inúmeras e fascinantes "tribos urbanas", termo já fora de moda e sem funcionalidade. Hoje vivemos muito mais um cruzamento de conceitos. Tipo a evolução DNA do digimon ou o fusão de Dragon Ball. Isso gera indivíduos compostos como quebra cabeças. Temos o sujeito "Romulo". Esse sujeito tem uma série de propriedades agregadas, cada propriedade dessas tem subpropridades, variações, declinações e assim por diante. Formando um organograma de relações. Eu acho isso lindo.

Além desse mar de individualidade, existe a união de indivíduos por afinidades, onde as interseções se atraem e se ganham força. Essas conexões geram um outro tipo indivíduo maior chamado grupo. Lembre-se, infinitamente complexo da pele pra dentro, infinitamente complexo da pele para fora. Assim sucessivamente.

Se conseguisse olhar para conjunto de interconexões de que faço parte, teria dificuldade de dar-lhe um nome. Principalmente se fosse me ater as já declaradas bregas "tribos urbanas". Pra começar, não somos nerds, muito embora gostemos de coisas de nerds. Gostamos de ficção científica, gostamos de teorias malucas e fantasia. Por que não somos nerds? Temos vida social, não temos dificuldade em nos sociabilizar, não temos dificuldade de aceitação social.

Somos bonitos? Não necessariamente, mas temos estilo antes de tudo. Temos vida sexual. A vida sexual que quisermos ter, sem bandeiras e/ou sexismos. Também não somos punks, nem góticos, nem clubbers, nem nada. Pegamos o que há de bom em cada um e agregamos para nós. Caçadores de referências.

Música, arte, literatura, cinema e afins nos são importantes como ar. Gostamos de coisas japonesas, mangas, animes, mas não videokê e karaokê. Não somos Otakus, não fazemos cosplay. Pelo menos não o tempo todo.

Somos os New Geeks. Quem quiser pegar a etiqueta e colar em si, pode ficar a vontade. Mas a grande graça de ser New Geek é não ser New Geek o tempo todo.

Um comentário:

apocalypse disse...

:) Clap, clap, clap... Realmente somos geeks. Somos o melhor dos dois extremos, temos a inteligência de um nerd e aproveitamos a vida como um bom-vivan. :)