28 de fev de 2003

São Francisco e São Jorge



O bom de ser devoto de São Francisco de Assis é que ele é estiloso.
De quebra, aquele filme "Irmão Sol Irmã Lua" é bem legal.
Quem falar que isso é brega não sabe o que esta dizendo.

Em tempo, quero deixar bem claro que minha devoção esporádica por São Jorge não mudou.
Eu não posso deixar de ser devoto de um cara que mata dragões e usa uma full plate.

São Jorge é, com certeza, o santo dos RPGistas.

Mudança, fadas e devoção

Ontem foi um dia estranho. Dia principal da mudança. Acordei no Flamengo com a missão de desmontar o resto da casa e carregar o caminhão fretado.

Até aí, tranqüilo. Como todo bom taurino, adoro esforço físico mesmo não tedo preparo para tal. Gosto da adrenalina de carregar peso, sentir os músculos tensos e o suor. Me sinto até sexy enquanto "peão de obra". Enquanto isso, Carol ficou na Muda (casa nova) dando uma pré-arrumada nas coisas e atendendo o povo da Direct TV que foi lá instalar nossa TV a cabo.

Tudo indo bem até que lá pelas 2 da tarde me liga a Carol com a notícia:

"A Lídia desapareceu"

Para quem não sabe, Lídia é a mais nova e a mais "demônio" das nossas três gatas pretas. Ela é um doce. A casa nova já havia sido preparada com telas para tudo quanto é lado para impedir a fuga eventual de alguma (ou todas) das nossas gatas. Sobrou apenas uma passagem no telhado da área que julgamos impossível de ser alcançada por qualquer felino, por mais ninja que fosse. Ainda assim, ela havia desaparecido. Carol vasculhou metodicamente toda a casa, rodou a vizinhança falando com os vizinhos e nada da gata aparecer. Tudo isso entre lágrimas verdadeiras.

Chego eu - nessa altura do campeonato totalmente brochado pela notícia ruim - e saio para procurar a gata. Isso já era umas 4 ou 5 da tarde. Rodei toda a vizinhança, conheci todos os vizinhos, vasculhei cada possível rota de fuga e cantinho por onde ela poderia ter passado ou se escondido. Conheci uma distante vizinha veterinária cuja a casa é a central de bichos da área. Deixei recados e telefones em tudo quanto foi lugar. Lá pelas 8 horas, desisti. Desci a rua chorando como pode uma pessoa que perdeu algo importante chorar. Eu sou um cara sensível, vocês é que não acreditam muito nisso.

Cheguei em casa e fiquei algum tempo chorando abraçado à Carol e ela tentando me consolar. Um pouco mais controlado e pensando em sair mais tarde para uma nova busca, fui consertar um pequeno rasgo na tela do quintal que a Eva 00 havia feito. Entre choramingos e promessas de "eu vou encontrar a Lídia" fiquei na área com a Carol fazendo os consertos. Uma hora eu comentei: "não me importaria se, do nada, ela aparecesse de volta assim como, do nada, ela surgiu". Carol me respondeu "você não é mais criança para acreditar nesse tipo de coisa". Óbvio que eu respondi "sou criança sim".

Ao retornarmos da área para sala, lá estava ela. Brincando com as outras gatas como se nada tivesse acontecido.

Consequências:

1 - A mudança atrasou toda. Pois foram horas procurando e chorando pela gata.

2 - Como todo bom pobre, em meio ao meu desespero, apelei para Deus e fiz promessa para São Francisco de Assis. Aquele dos bichinhos. Agora no dia do santo eu vou levar os bichos todos para serem abençoados na paróquia dele (seja lá aonde for). Vai ter altar para ele lá em casa, com direito a uma boa imagem. E vou andar com um daqueles cordões com a imagem dele. Na boa, vai ficar estiloso, um lance meio santeria mexicana, saca?

3 - Uma vez que não foi possível descobrir aonde a gata esteve, se ela saiu ou não da casa e aonde ela se escondeu, fiquei até duas da manha tapando cada buraco da casa com amarrações de pano. Nos certificamos de que era impossível qualquer gato sair.

4 - Todos os vizinhos me acham "um rapaz sensível".

Eu ainda prefiro acreditar em magia. a Lídia é um Pooka e pronto. Sumiu mesmo e quando deu na telha reapareceu. Eu sei que existe uma explicação muito lógica para isso tudo (muitas especulações surgiram nessa madrugada), mas eu não ligo para elas.

Depois dessa experiência, eu e Carol desenvolvemos um novo mantra para nos trazer paz. Quando qualquer coisa começa a dar errado, dizemos:

"mas a Lídia esta em casa"

24 de fev de 2003

Open House

Assim que estiver tudo pronto vai rolar muita cerveja, carne queimada, música boa (quem aparecer com cd dos Tribalistas leva na cara)e vídeos na tv.

De mudança

Estou de mudança, como disse no post anterior. Essa é uma das razões para eu ter atualizado pouco.

Mas eu tinha que vir aqui falar para vocês sobre o bebê. Não, nem Carol e nem Roberta estão grávidas. O bebê em questão é a Eva 00, uma linda colie tricolor que compramos agora que a casa nos permite ter um cão. Salvo a mordida que ela deu num dedo do meu pé, ela é doce e linda. É preta, branca, marrom e parece uma vira-lata.

Sinto muito não ter câmera para colocar uma foto dela aqui. Depois eu faço um desenho ou qualquer coisa assim. Não tenho ido ao cinema, tenho trabalhado para cacete para dar suporte a todos os gastos da mudança.

Contudo, a casinha nova é o máximo! Perfeita. Tudo é plural. Quartos, áreas, banheiros, espaços. Sou "caustromaníaco", mas uma boa divisão de ambientes não faz mal a ninguém. Vou pode voltar a pintar, a construir instrumentos, fazer coisas e mais coisas. Ler livros na rede da varanda, chamar os amigos para um churrasco no domingo entre outras coisas divertidas. Parece que estou indo morar na casa da vovó. Tudo calmo, verde e tranqüilo. Um bom subúrbio.

Tem até um estúdio perto de casa, o que faz eu pensar na volta do DeusXcoiL (ou seja lá qual for o nome), minha atrofiada banda de poesia industrial.

Estou feliz.

17 de fev de 2003

Navio Fantasma

Estou de volta.

Mamãe já saiu há tempos do hospital e está bem. Estou mais ou menos regulado com tudo, mas está vindo mais pedreira agora. Estou de mudança e o gasto de dinheiro/tempo com isso vai me desequilibrar de novo. Eu gostaria de não ser tão taurino e curtir mais essas coisas, mas só consigo pensar no quão desconfortável são mudanças no cotidiano.

Em tempo, navio fantásma é um filme realmente ruim.

Vocês sabem o quão difícil é eu achar um filme ruim de cabo a rabo. Sempre me prendo aos fatores positivos para justificar a mim mesmo o dinheiro e o tempo gastos. Porém, esse filme foi total desperdício, inclusive de idéia, pois se fosse melhor pensado poderia até ter sido bom. Ainda tem o Robert Zemeckis na produção do filme. Tudo bem, todo mundo tem direito de fazer coisas ruins, até o cara que fez De Volta para o Futuro.

Nem a abertura fofinha, estilo Love Boat anos 60, salva a produção. É só uma boa piada jogada no ralo. Junto com todo o resto.