14 de mai de 2003

RPG (Versão 2.0)

Ah é! Eu jogo RPG, e até gosto muito de fazer isso!

Mas confesso que era uma faceta da minha nerdice que estava engavetada há mais de um ano. Devido as indas e vindas, de não estar mais morando com os meus pais, mil e um impedimentos de horário meus e do resto do pessoal.

Nos primeiros meses tive crise de abstinência, mas passou. Ficou uma coisa controlada.

Na sexta-feira passada finalmente consegui me entranhar num grupo de jogo. Jogo de super heróis da White Wolf, o tal de Aberrant. O que posso adiantar sobre o jogo é: O sistema é irrelevante (como irrelevante é qualquer coisa baseada no Storyteller: o sistema que julga o nível de poder pelo nível de catapora na ficha do personagem) e a ambientação é bem promissora. Como tudo da WW, é cheio de facções e plans inside plans, que as vezes chega a dar no saco, mas ainda assim é bem diferente de ambientações mais clichês de super-heróis, o que o torna mais divertido.

Divertido mesmo é o meu personagem: Mestre Pananga.

Uma onça negra antropomórfica (o bicho tem quase três metros), mestre em capoeira, negão (Duh) sarado, preto até o osso e Baiano.

Ser baiano que é a grande graça, falar igual baiano (o personagem tem uma falha que é 'não ser entendido direito quando fala' por causa do sotaque e das gírias) e agir com a calma de um baiano mesmo sendo um bicho imenso. O propósito da vida de Pananga é ser style acima de tudo. Para isso, o poder de se camuflar e se transportar através das sombras ajuda muito. Ele é um astro dos ringues de luta livre, tem uma academia própria (especializada no ensino de capoeira para outros Novas, o nome WW para os supers) e na sua agenda pessoal está incluso: virar o personagem propaganda do sucrilho sabor chocolate (ao lado do Tony Tiger), parceria com a Oakley (que fornece os óculos espelhados de playboy que ele usa) e fazer o próprio trio elétrico no próximo carnaval de Salvador.

Isso é por que a vida de super-herói dele por hora é um fracasso. O personagem é "fraco"? De jeito algum, quem fez a ficha foi o Felipe e ele saca de overpower, o problema é a minha mão negra para jogar dados. Para alguns testes eu tenho uma das maiores paradas de dado possíveis no jogo, mas ainda assim tiro resultados miseráveis. Mas ok, isso sou bem eu mesmo, o meu azar com dados (e com qualquer tipo de jogo) sempre foi lendário. Por essas e outras que eu sempre joguei com personagens falastrões, que davam qualquer jeito para não medir forças com nada nem com ninguém e sempre tentavam resolver tudo na lábia e na falcatrua. Como vocês podem ver, RPG ajudou a formar a minha personalidade.

Como eu sou desaiguiner, estou sempre pensando em marcas, então, mesmo atolado de trabalho, parei meia horinha para desenvolver uma idéia para a marca do nosso grupo de heróis, o Cruzeiro do Sul, a primeira equipe de heróis brasileiros bancada pelo governo.

Detalhe é que a primeira versão que eu fiz tava escrito CZ, que tipo de lixo eu comi? Estava pensando que Sul é com Z ou estava pensando que era Cruzado?

6 de mai de 2003

Enemy down!

O micro foi vencido! Depois de tanto relutar a funcionar agora ele está pianinho, com todos os drivers corretos e funcionando perfeitamente. Pena que ele é um lixo, mas vai dar conta do recado por hora. Tem que dar.

Ontem foi um dia só de boas notícias. Além do micro funcionando devo anunciar que agora eu tenho uma segunda cachorra: A Maya.

A Maya é uma labradora retriever preta, preta, pretinha.

Linda de dar gosto. Ela e a Eva agora são amiguinhas inseparaveis, muito fofo. Tudo que eu queria nessas horas era uma câmera digital para flagrar esses momentos bonitos que vez ou outra a vida tráz.

Valeu, todo mundo que me ajudou a pôr o micro para funcionar. Valeu mesmo! Sem palavras para agradecer, segue uma lista parcial da galera que deu uma força:

Raphael, Bruno, Diego, Fernando, Doideira, Kristian, Karlinha, Alexandre, Hazel, os Maru e cia.

Beijo na alma de todos vocês.