14 de set de 2005

Intelectualmente velho

Mesmo ainda burro se percebe a intelectualidade mudando com o tempo.

Hoje eu acho o Baudrillard bobamente histérico. Luther Blissett coisa de nerd prepotente e hermético (embora Q ainda seja um livro muito bom). Hakin Bey é divertido mas um tanto covarde.

Será que chegou a hora d'eu achar Proust interessante? Mas isso não era aos 40 anos? Eu mesmo estou matando os meus heróis da juventude. Isso é bom, não é?

A verdadeira lição de vida está nos desenhos animados. A coisa mais assustadora do mundo ainda é o quarto com um alce.

E o Sartre, heim? Todo aquele papo de que o inferno são os outros e coisas assim? Continuo não tendo vontade de reler essas coisas além das vezes que eu já li. A alma cada vez mais carece de fantasia, de bizarro, de distante.

Os outros são legais (o filme também é razoável), o outro não é você logo tem distância. Os outros são remédio para o tédio. Até ai o Inferno também pode o ser (não o filme, o IV Hellraiser, este é ruim mesmo). Logo aceito que pessoas e inferno são a mesma coisa enquanto cura para o tédio.

Inferno mesmo é o dia-a-dia. Com ou sem os outros.

12 de set de 2005

Quanto mais cedo pior.

Laura: Eu estou fazendo um trabalho de botânica, tenho que coletar várias espécies de plantas e construir um herbário.

Eu: Você sabe qual é a semente do poste?

Laura: Ahn? Poste?

Eu: É a semento.

Laura: Eu mereço.

Eu: Que horas são? 7:15 da manhã! Deve ser algum tipo de recorde. A piada ruim mais cedo do mundo.

Fim.

P.S.: Ela realmente deve me amar um bocado.

9 de set de 2005

Piada?

O Moby chega no Brasil, aí eu falo com ele:

- Cara, eu vou ler um livro do seu avô.

Ele responde:

- Acho melhor não.

Eu digo:

- Não faz a Barttle, by!

Fim.

Ok, essa só eu entendi, mas eu ri muito.