31 de mar de 2007

Estampa no Camiseteria


Liberdade para o trocadilho. Cliquem na imagem e votem na minha estampa. Prometo que se ganhar pago um joelho com refresco de caju para a galera.

Quem quiser pode trocar o joelho por um pastel de queijo. Tenho que pensar nos amigos vegetarianos.

30 de mar de 2007

Piada de trabalho

Para mostrar que continua ocorrendo o mesmo que aconteceu aqui, venho novamente mostrar o que eu acredito ser um ambiente de trabalho saudável. Realmente acho que eu deveria ganhar um extra por isso. Quem sabe quando eu trabalhar no google?

Assessora de Imprensa coletando informações sobre a fábrica de softwares para o boletim interno da empresa.

Assessora: O nome do projeto é Centralização de Vestuário ou Vestiário?

Alguém: VestuÁrio, é sobre roupas.

Eu: É, Centralização de Vestiário seria um projeto de unificação de todos os vestiários do mundo. Sempre que você fosse trocar de roupa em algum lugar seria, na verdade, o mesmo lugar.

Platéia: Risos

Eu: Esse projeto na verdade faz parte de mais um plano malígno do Lex Luthor para pegar o Super-homem.

Platéia: Mais risos.

26 de mar de 2007

The Uncles

Comentário certeiro do Irapuan sobre fenômenos online criados artificialmente.

Na verdade eu quero descobrir a mesma coisas que os publicitários querem: como se dá o fenômeno da mídia espontânea na Internet. Eu por razões acadêmicas, eles por comerciais. Um bom trabalho sobre o assunto pode me render dinheiro, o que não me faz nada distante dos publicitários que, espero, paguem por algum estudo meu. Acredito que o desafio hoje nem é mais tanto o "fazer acontecer", mas "fazer acontecer" sem gerar mal estar.

21 de mar de 2007

Twitter

Se existe a tal da Web 2.0 o Twitter pode servir com a síntese dela. É um aplicativo extremamente simples, só que com um monte de desdobramentos e propósitos.

O mote dele é “o que você está fazendo”. No fim das contas você ganha uma página pessoal que é um blog com limite de caracteres. Algo como 140 toques. A graça está nos seguintes pontos:


  • Você pode postar de várias plataformas: IMs (AIM e Gtalk), Web e SMS (torpedos de celular).

  • Você pode adicionar pessoas numa lista de amigos ou "observados" e um dos modos de visualização da página mescla os seus textos com o dos seus amigos, organizado por ordem cronológica.

  • Você pode colar uma “caixa” que exibe o seu Twitter, no seu site e está vai informar a sua última postagem.

  • Você pode selecionar se suas mensagens aparecem no “blog coletivo” que exibe as mensagens de toda a comunidade ou não. É o único nível de privacidade que ele oferece.

Como toda ferramenta que ganha esse selo “2.0” sendo ele falso ou não, o verdadeiro diferencial está nos desdobramentos que a comunidade cria a partir do pacote básico de ferramentas oferecidas. Com isso os usuários têm feito:


  • Chats multi-plataforma: Uma pessoa no celular, outra usando o site e outras usando os IMs de sua preferência, podem manter uma conversação usando a visualização mesclada das mensagens.

  • Você pode criar diversas contas no Twitter e criar um profile de blog com isso. Por exemplo, eu crio uma conta chamada romulofilmes, outra chamada romulolivros. Numa eu coloco o último filme que vi e na outra o último livro. Coloco as “caixas” do twitter no meu blog e passo a ter um informativo de fácil atualização e que gera um histórico.

  • Agências de notícias como a Reuters e a CNN já estão presentes lá. De forma que eu posso ver na minha página do Twitter (ou receber no meu celular) as últimas notícias postadas. Assim como as grandes agências um usuário comum pode fazer a mesma coisa do tipo “notícias” rápidas para falar do filho que está vindo, da festa que está produzindo e colar a caixa do Twitter em algum lugar. Uma alternativa limitada para um RSS.

  • Como é possível postar links no Twitter, você pode usá-lo como um del.icio.us, ou como qualquer outro bookmark público. Lembrando novamente do macete da “caixa”, que eu posso colocar no meu blog e com isso fazer um “link do dia”.

Para compensar todas as limitações do Twitter (limite de caracteres e formatação) está o fato de você poder postar de qualquer lugar. IMs principalmente. Eu posso estar trabalhando freneticamente e usando o GTalk fazer um comentário rápido (até por que eu não posso fazer nenhum outro) sem ter que abrir uma interface Web para o blog ou qualquer coisa do gênero

Se o Brasil vai curtir ou não me é um mistério. Eu não vejo o Twitter atendendo nenhuma necessidade que o Orkut não atenda para essas pessoas. O Twitter também não funciona com o MSN, que é o IM número 1 no Brasil. Para terminar, a interface dele com celulares, na minha opinião o grande “Caramba!” da ferramenta, não funciona com todas as operadoras nacionais e tem o custo de um SMS internacional.

Tecnicamente falando eu acho o Twitter muito bem feito. Interface clara, simples e facilmente customizável pelo próprio site. Feito seguindo os padrões W3C e todas essas coisas da moda.

O serviço já está enfrentando aquele engasgamento típico de coisas da Internet que dão certo: mais usuários do que eles podem agüentar. Aguardo a melhoria dos servidores deles para voltar com a caixa para lá. Aliás, até acessar o site anda complicado. Quem quiser tentar a sorte pode dar uma olhada no meu Twitter.

9 de mar de 2007

Comentário fora de hora sobre o Criança Esperança

Aparentemente existe um e.mail circulando por aí que "denuncia" um abuso da Rede Globo de TV. O conteúdo fala sobre o fato da Globo abater do seu Imposto de Renda a doação massiva que a emissora faz a UNICEF, ao passo que o cidadão que faz a doação por telefone não pode abater o valor em sua declaração. Afinal, a UNICEF é uma instituição e Criança Esperança apenas uma marca.

Não entendi o espanto, sinceramente.

Isso é assumido pela Globo. Não só pela Globo, mas por toda empresa que pratica "responsabilidade social".

Na verdade a questão é bem mais "simples" do que parece: uma vez que o mercado não é ético e nem tem que ser enquanto mercado, ele necessita de reguladores. Um tipo de regulador que "entrarou na moda" foi o abatimento em impostos mediante invetimentos no social.

A moda em cima de "responsabilidade social" não começou pq as empresas se tornaram maneiras. Começou a ser uma bom negócio para elas. Capitalizaram a "solidariedade", pois de qualquer outra forma ela nunca chegaria às corporações.

Eu acho o criança esperança brega. Esteticamente e filosoficamente. Nada contra ajudar as crianças, mas tudo contra fazer isso por telefone e se sentir um "cumpridor dos seus deveres sociais". Delegando suas obrigações a uma empresa privada em troca de míseros 5, 15 ou 30 reais.

Que bom para a Globo que ela paga os impostos dela com isso, custa dinheiro fazer aquele circo todo. Se é para questionar alguém vamos em cima da UNICEF, que é uma das instituições mais picaretas que eu conheço. Ela é quem recebe as doações da nossa classe média falida que acha possível ser solidário por telefone e ainda reclama quando é assaltado na rua, ainda se espanta com a violência e acha que pendurar uma bandeira escrito PAZ na janela um ótimo protesto.

Ninguém vai bater na porta da UNICEF para perguntar como ela gasta o dinheiro que recebe do criança esperança. Mas há um grande interesse de como a Globo paga seus impostos. A Globo não me importa nesse sentido. Ela não dá nada além do que é pedido e não faz nada além do esperado uma vez que é um conglomerado financeiro. Já da UNICEF e da curriola das ONGs que mamam dinheiro público e privado para não fazer nada, ninguém fala.

O modelo das non-profit se tornou um grande negócio. Poucos impostos, muitos incentivos e uma imagem criada coletivamente de que "eu estou cumprindo o meu papel". O número de ONGs no Rio de Janeiro que cuidam das crianças carentes deveria dar conta do problema com sobra. Mas de onde virá o dinheiro se não houverem mais crianças na rua? A mesma máxima da política main stream de monetarizar os problemas e torná-los insolúveis para prosseguir com o fluxo financeiro se aplica.

Essa profissão de "aquele que resolve os problemas" deveria ter início, meio e fim. Uma vez que os problemas fossem resolvidos. Porém, quem atiraria no próprio pé?