5 de abr de 2007

Ah, os velhos tempos...



Lembro de ter visto essa passeata na porta do prédio em que trabalho.

Lembro de tê-la achado bem legítima. Pouquíssimas bandeiras partidárias de CUT, PSTU, PT ou qualquer outra coisa datada e brega do tipo. As bandeiras eram de não um, mas de vários movimentos estudantis.

Lembro que os gritos de guerra da passeata incitavam vandalismos como pular a roleta, o que eu acho muito legítimo. Seguindo o padrão europeu de civilização, quando o Estado vai contra você, você quebra o Estado. Nada mais justo. Para mim a grande lacuna política do brasileiro reside na falta de hábito de quebrar tudo a sua volta quando algo está errado. Preferimos reclamar com um anônimo na fila do banco do que virar algumas mesas e tacar fogo em propriedade privada e pública.

Ah, o homem cordial. Faltou foi sangue germânico, bretão ou franco na nossa formação.

Fiquei com um certo orgulho da classe estudantil carioca. Desde o patético episódio dos caras-pintadas sempre olho torto para manifestações estudantis. Dessa vez achei tudo muito correto. Tão correto que o Estado teve que usar seu aparelho de repressão.

Ah, estão voltando as flores. A graça é que agora temos Internet para deixar outras realidades vazarem e nada vai morrer em arquivos empoeirados e queimados secretamente nos fundos de uma base militar.

2 comentários:

J@de disse...

Eu ouvi todo o tumulto também, já que tô na Rio Branco... mas agora no vídeo vi que a coisa foi mais violenta do que eu pensei no dia... eu heim!!
Minha geração foi criada pelos jovens da ditadura e cresceu mimada e superprotegida, e cria os jovens de agora, será que deu prá ensinar alguma coisa? Nós somos um povo muito pacato, mas muito demais da conta mesmo...
Concordo com vc, a internet não deixa mais nada passar em branco...
Beijos!!
P.S.: Rio muito com seu comentário do pessach!! hehehehe!!

J@de disse...

Pegaí belo!!
cinderela.rj@gmail.com
Beijos!!